Dança do Ventre Terapêutica

‘Dança do ventre’ é um termo ocidental dado a diversas formas de dança de diferentes países orientais, principalmente árabes. Essas danças são praticadas, nesses países, de forma muito natural, e não costumam ser ensinadas em academias. Chegando ao ocidente, como novidade, passaram a ser transmitidas em aulas, o que originou uma organização didática dessa diversidade de danças, denominada ‘dança do ventre’.

As aulas de dança do ventre terapêutica visam resgatar o sentido original dessa dança, o qual pode ter conseqüências terapêuticas para nós, mulheres ocidentais.

O sentido cultural original da dança árabe é, dentre outros, a celebração, a confraternização, a expressão artística e até a conexão com a espiritualidade, através de rituais tribais.


Atualmente o dia-a-dia urbano das mulheres lhes retira o contato com o próprio corpo e sentimentos. Existem movimentos que o corpo é capaz de fazer e as pessoas desconhecem, geralmente devido a inibições sociais e religiosas. Tais movimentos são fundamentais para o desenvolvimento integral das potencialidades do corpo, tendo um importante papel na obtenção de prazer e vivacidade.

A dança desenvolve tais potencialidades do corpo e estimula sua sensibilidade, devolvendo-lhe a vida e o movimento.

Dançar é um exercício de presença. Estar presente é estar consciente do momento aqui e agora, de si mesmo e do ambiente. É estar pronto para viver a vida como ela se apresentar, com criatividade e energia para agir. Aparentemente simples, isso é raro de alcançarmos, pois aprendemos a viver com o pensamento no passado, no futuro, no outro, ou no distante, fugindo de nós mesmos. Assim, levamos uma vida com pouca consciência, pouca presença.

As emoções são ‘prejudiciais’ ao nosso modo de vida capitalista, que nos exige produzir e pensar o tempo todo e nos toma todo o tempo que teríamos para dedicarmos ao prazer, ao auto-conhecimento, à contemplação e à criatividade.

A dança nos exige todo o contrário, exige que paremos de pensar e que passemos a sentir, que fiquemos presentes e com os sentidos alertas. Exige que nos voltemos para nós mesmas, para nosso corpo e sentidos, para o prazer e a contemplação da própria vida, viva nos movimentos que criamos.

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